**Biblioteca e Centro de Pesquisa Olcott**

**Sociedade Teosófica na América**

**WHEATON, ILLINOIS 60189-**

**PROPRIEDADE DA**

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**SOCIEDADE TEOSÓFICA na América**

**OLCOTT WHEATON, ILLINOIS**

**UMA VISÃO OCULTA DA SAÚDE E DA DOENÇA**

**UMA VISÃO OCULTA DE**

**• • •**

**SAÚDE E DOENÇA**

Por

**GEOFFREY HODSON**

Prefácio do Reverendo Oscar Kollerstrom

**SOCIEDADE TEOSÓFICA EDITORA LIMITADA**  
**38 GREAT ORMOND STREET, LONDRES, W.C.1**

**DEDICATÓRIA**

Em gratidão a Mary de S. A. Middleton, que primeiro me instruiu na cura espiritual.

Publicado em 1935.

**PREFÁCIO**

Sempre tive o mais profundo interesse em todos os métodos para se alcançar a saúde, porque o processo curativo é um processo pelo qual as coisas são restauradas à condição que foi planejada para elas pelo Grande Geômetra do Universo — um processo no qual Seu plano ou padrão para um corpo é projetado mais verdadeiramente nos mundos inferiores.

É, portanto, parte do esquema evolutivo de Deus, e a condição do corpo é alguma indicação do grau de harmonia e perfeição do ego e de seu desenvolvimento e capacidade de se projetar no plano físico — em suma, de seu desenvolvimento medido por sua capacidade criativa prática.

Um corpo físico ruim, ou fraco, é, portanto, tanto uma expressão de atraso no desenvolvimento quanto o são os defeitos morais ou mentais.

Esse fato é visto como o resultado lógico da lei de Causa e Efeito, quando lembramos que as más ações que produziram o Karma indesejável resultando em má saúde são elas mesmas o resultado de algum motivo ou qualidade desagradável dentro de nós; portanto, a condição física resultante é uma manifestação direta do estado do próprio indivíduo.

Esta consideração nos mostra a grande sabedoria do Senhor Buda — que foi verdadeiramente chamado de o homem mais sábio que já viveu — ao estabelecer que o primeiro passo em direção ao “Caminho da Santidade” era um corpo físico saudável.

Mas a questão principal não é apenas que o corpo deva ter boa saúde animal, mas que deva refletir com precisão a condição interior do homem e se tornar um instrumento perfeito para a expressão do Eu.

E aqui vemos o valor dos métodos ocultos de cura, pois eles trabalham principalmente a partir dos planos internos e induzem um melhor fluxo da vida egóica, auxiliando assim a manifestação e o desenvolvimento da Alma.

Assim, ainda mais do que outras curas, uma cura oculta é principalmente um crescimento real do paciente nos planos superiores, e apenas secundariamente um meio para a saúde física.

Vendo a cura espiritual sob esta luz — como um meio de treinamento oculto ou progresso em direção ao seu Mestre — fui naturalmente muito interessado em conhecer o Sr. Hodson, e estava ansioso para estudar seus métodos, tanto submetendo-me pessoalmente ao seu tratamento, quanto cooperando com ele na investigação psíquica de alguns de seus casos e em vários outros assuntos.

No primeiro tratamento, fiquei profundamente impressionado com a bela emanação de poder de um dos Mestres da Sabedoria, que fluía através do Sr. Hodson.

Seu tratamento foi muito útil, e desde então ouvi falar de muitos que foram grandemente ajudados por ele, tanto física quanto de muitas outras maneiras; pois ele não apenas realiza curas notáveis de todos os tipos, mas há muitos que receberam valiosa ajuda espiritual e orientação dele.

Seu sucesso se deve, não apenas ao seu próprio caráter elevado, que o torna um canal puro e eficiente para a força de seu Mestre, mas também em grande medida às suas aparentemente lúcidas e precisas faculdades de clarividência, que lhe permitem fazer diagnósticos corretos e manter uma vigilância cuidadosa sobre o progresso de seus pacientes.

Parece-me que todos os nossos médiuns mal treinados são a praga da Sociedade Teosófica.

Eles acreditam no que veem! ! ! E isso inteiramente sem os anos de treinamento rigoroso necessários para esse tipo de trabalho.

Por essa razão, sou sempre extremamente cético em relação a qualquer tipo de psiquismo — particularmente o meu próprio.

Foi com essa atitude que abordei o trabalho do Sr. Hodson, mas, apesar do meu preconceito a priori, fiquei muito impressionado com seus métodos científicos meticulosos e resultados aparentemente inteiramente precisos.

Digo “aparentemente”, simplesmente por causa do meu princípio de nunca afirmar que algo é definitivamente assim, simplesmente porque o vi. É por causa desse ceticismo em relação aos meus próprios poderes, e não porque duvido da precisão do trabalho do Sr. Hodson, que nos níveis etérico e astral, onde verifiquei muitos de seus resultados, considero particularmente preciso.

É possível que certos médiuns possam não concordar inteiramente com tudo o que ele vê.

Mas isso poderia acontecer a qualquer um de nós que é clarividente, pois nem todos veem da mesma maneira.

Isso ocorre porque às vezes interpretamos a visão registrada nos órgãos da visão de forma diferente — o Eu explica a visão em termos variados para se adequar aos nossos vários cérebros; é como expressar a mesma verdade em vários idiomas.

Veja, os egos se expressam de maneiras muito diferentes — através de meios muito diferentes — no plano físico.

Ora, esse fato ilumina muito claramente a posição da cura espiritual ou magnética em suas relações com outros métodos mais físicos.

Embora mostre a necessidade de todos os esquemas de cura — para fornecer um esquema para cada tipo —, ainda assim, as leis pelas quais os egos são capazes de se expressar no plano físico mostram a posição cada vez mais importante dos métodos ocultos.

O tipo de meio curativo adequado a qualquer caso particular é decidido por três fatores:—

(1) A posição evolutiva do indivíduo e

(2) A da raça em que ele vive, e

(3) A relação entre esses dois.

Em cada estágio da evolução e com cada mudança de seu Karma, um ego se expressa em diferentes graus de completude e através de diferentes métodos.

Além disso, cada raça desenvolve um lado particular do caráter e tem seus próprios métodos para trazê-lo à tona.

Portanto, o Ego expressa vários aspectos de si mesmo de muitas maneiras, que mudam continuamente com o seu desenvolvimento e com o da raça na qual ele se encontra encarnado num dado momento.

Esses modos e canais continuamente variáveis do fluxo da vida eugóica resultam na necessidade de um grande número de diferentes técnicas físicas para a sua recepção.

Assim vemos a necessidade de todos os tipos de curas, e a necessidade de gradações, variações e combinações ilimitadas de todas elas é evidenciada pela consideração

X

PREFÁCIO

da relação entre o desenvolvimento do indivíduo e o da sua raça.

Por exemplo, à medida que a alma evolui, ela necessita de métodos de cura mais espirituais e mais refinados.

Ela necessita de perfeito equilíbrio interior e de dieta muito pura, com ambiente físico refinado.

Mas isso a torna terrivelmente sensível, e se a civilização na qual o homem vive é desarmoniosa, suas vibrações mais grosseiras podem ser tão disruptivas a ponto de quebrar completamente a sua saúde física.

Portanto, um compromisso equilibrado deve ser alcançado e o indivíduo deve ser ajustado ao mundo em que vive.

Há todos os tipos de considerações complicadas nessa relação, tais como raio, plano, chacra, nos quais a consciência geralmente reside, etc., etc.

Assim, ver-se-á que são necessários infinitos números de métodos de cura, se todos os tipos devem ser atendidos.

Muitos médicos e curadores contestam esse ponto e pensam que seus próprios métodos são os únicos realmente bons.

Isso talvez não seja antinatural, porque, via de regra, um médico ou curador recebe o tipo de pessoas que vêm preparadas para acreditar e aceitar seus métodos, que são, portanto, curadas por eles.

Por exemplo, via de regra, um homem não procurará um curador espiritual se for um materialista convicto, nem irá a um osteopata, a menos que

PREFÁCIO

xi

pense que o osteopata possa lhe fazer algum bem.

O fato de que os métodos de qualquer médico ou curador em particular lhe apelam suficientemente para induzi-lo a aceitar esse tipo de tratamento, geralmente indica que esse é um método através do qual o ego do paciente pode expressar sua ideia de saúde.

O fato de que todos os métodos estabelecidos são necessários é corroborado pela sua sobrevivência, pois se não produzissem resultados, naturalmente ninguém continuaria com eles.

Mas embora todos os métodos sejam assim necessários, ainda assim os fatos da chegada à dominância de um novo raio, da evolução da raça e do nascimento de uma nova sub-raça estão necessariamente tornando certos tipos de cura mais aplicáveis às necessidades do tempo, enquanto certos outros estão se tornando obsoletos.

Essas condições mutáveis estão criando corpos mais sensíveis, pessoas mais sensíveis de modo geral, de modo que é mais fácil curar esse tipo por métodos mais espirituais, combinados com processos de refino e purificação, tais como dieta mais simples e uma vida mais próxima da Natureza.

Desta breve consideração sobre as maneiras pelas quais um ego projeta seu padrão de um corpo físico idealmente saudável no plano físico, aprendemos que, embora seja necessário que todo tipo de método de cura seja empregado,

XII

PREFÁCIO

ainda assim, cada vez mais as pessoas — e particularmente aquelas que tentam tirar vantagem especial do presente grande impulso para a frente na vida evolutiva — acharão essencial adotar meios de cura espiritual, combinados com simplificação na vida, especialmente no que diz respeito à dieta — em suma, aqueles métodos adotados pelo Sr. Hodson.

Considero uma das minhas principais funções na vida trazer beleza e harmonia diretamente para a vida no plano físico das pessoas, e por tais meios como estes, alcançaremos uma saúde física que torna o corpo suficientemente sensível para uma expressão verdadeiramente bela do homem real.

Portanto, é com o maior prazer que associo meu nome ao do meu bom amigo Geoffrey Hodson nesta bela obra que ele está realizando como precursor da "Nova Era".

OSCAR KOLLERSTROM.

UMA VISÃO OCULTA DA SAÚDE E DA DOENÇA

I

UMA VISÃO GERAL DO ASSUNTO

As teorias aqui apresentadas foram alcançadas por estudo clarividente de um grande número de casos que estiveram sob meus cuidados durante os últimos dois anos; observei, na medida em que minhas faculdades permitem, a condição dos corpos sutis e físicos dos pacientes, desde o momento de sua primeira chegada, através dos vários estágios do tratamento, até a recuperação ou fracasso, conforme o caso.

Um período muito mais longo de estudo e uma clarividência mais altamente treinada e mais cientificamente aplicada são necessários antes que conclusões finais possam ser alcançadas; portanto, como ainda estamos na fase em que estamos formulando e testando hipóteses, tudo o que digo deve ser considerado meramente sugestivo, apresentado para que outros possam comparar seus resultados com

UMA VISÃO OCULTA DA SAÚDE

os meus, e que um maior número de estudantes possa ser movido a aplicar os profundos e iluminadores ensinamentos da teosofia aos problemas de saúde e doença.

A saúde perfeita é um estado ao qual todos os que aspiram ao serviço de seus semelhantes certamente desejarão chegar.

Aquelas almas ainda mais ardentes, cujos sonhos incluem a escalada do caminho curto, íngreme e acidentado até o cume elevado da montanha da evolução, em torno do qual a estrada espiralada e lentamente ascendente da vida comum segue seu curso sinuoso, descobrirão que a saúde física sólida é um dos fatores essenciais para o sucesso de seu esforço.

Como seguidores leais dos verdadeiros Fundadores da Sociedade Teosófica e de seus nobres servos, a quem devemos todo o ensino moderno, os estudantes de teosofia devem abraçar o ideal de serviço; há muitos, de fato um exército cada vez maior de peregrinos, que, ao se esforçarem para viver a vida oculta, esperam alcançar maiores poderes de serviço e esferas de utilidade cada vez mais amplas.

Minha esperança é que este pequeno livro possa ser um ponto de partida a partir do qual possamos acrescentar ao nosso conhecimento de nós mesmos e, portanto, à nossa utilidade para a humanidade.

UMA VISÃO GERAL DO ASSUNTO

Aqueles que observam a tendência do esforço e da pesquisa humana, em seus diversos campos de atividade, talvez concordem que o progresso em muitas direções do pensamento científico se caracteriza por uma mudança de método.

Na medicina, toda aquela vasta gama de terapias conhecida como Cura Natural, a psicanálise, os tratamentos por luz solar e luz colorida, podem ser citados como exemplos da adoção de novos métodos.

Falando de modo geral, pode-se dizer que na medicina a mudança se dá no sentido de tentar descobrir e tratar as causas reais da má saúde, que se revelam muito mais profundas do que se supunha até então.

Surgem escolas de pensamento que afirmam ter perseguido a má saúde para além dos limites do corpo físico, adentrando os reinos do chamado "subconsciente". A mudança também se manifesta na tendência de aplicar os métodos e as forças da própria Natureza na cura da doença, afastando-se de drogas, soros e cirurgia, e especialmente de formas de tratamento que apenas suprimem os sintomas da doença.

A saúde e a doença não podem ser verdadeiramente compreendidas pelo estudo apenas do corpo físico; devemos investigar muito mais profundamente se quisermos descobrir as causas reais.

Estamos sendo levados à conclusão de que as raízes da doença residem nas profundezas da natureza mental e emocional do homem, e há aqueles que pensam que isso é verdade não apenas para as doenças que, apesar dos avanços da ciência médica, continuam a ceifar um pesado tributo da vida humana e a desafiar nossos mais sábios cientistas, mas também para todo afastamento da saúde perfeita, por mais ligeiro que seja.


Como definiremos saúde, para que os limites de nosso estudo sejam conhecidos e sua direção indicada?

Sugiro que possamos considerar a saúde como aquela condição em que há um fluxo desimpedido da força vital através de toda a natureza, o estado em que os processos de absorção, assimilação e eliminação estão em perfeita manifestação em outros planos, bem como no físico.

Com esta definição, desejo enfatizar a ideia de que existe na Natureza um suprimento abundante de força vital, ou vitalidade; e que, se todo o microcosmo humano deve ser mantido em saúde e eficiência, essa energia abundante deve ser absorvida, assimilada, expressa como função e, finalmente, eliminada, após ter cumprido seu trabalho de vitalizar todo o sistema.

Essa energia vitalizante existe em todos os planos, e, se a saúde deve ser mantida, os processos acima referidos devem ocorrer em plena medida, de acordo com o

UMA VISÃO GERAL DO ASSUNTO

grau de evolução, em todos aqueles corpos nos quais a consciência está em funcionamento.

Se isso for verdade, então a má saúde pode ser atribuída a uma interferência no fluxo da vida através dos corpos sutis, bem como do físico.

A experiência ao longo das linhas referidas tende a confirmar esta teoria da saúde, e as tentativas de tratar a má saúde por métodos baseados nessa experiência estão encontrando considerável sucesso.

O método empregado no diagnóstico tem sido examinar cuidadosamente a condição dos corpos etérico, astral e mental (após o estudo dos sintomas físicos e do histórico), com o objetivo de descobrir em qual deles a obstrução está sediada.

Os resultados de tal diagnóstico, e uma descrição das condições que, tanto quanto posso ver, acompanham a má saúde, são tratados na Parte II.

De modo geral, os estados mentais e emocionais podem ser divididos em duas classes: aqueles que resultam em expansão, expressão e felicidade, e aqueles que produzem limitação, inibição e infelicidade, sendo estes os estados saudáveis e não saudáveis, respectivamente.

Na primeira classe podem ser colocadas a completa abertura de mente, a abnegação e o amor, e na segunda, o preconceito, o egoísmo e todas as qualidades negativas da mente e da emoção que deles se originam.


Períodos variados de tempo podem decorrer antes que o estado psicológico se manifeste no corpo físico, mas onde as primeiras qualidades reinam, você encontrará boa saúde; onde as segundas prevalecem, você encontrará má saúde; e há aqueles que acreditam que cada tipo tem sua correspondência em uma forma particular de doença e em um órgão particular.

Tabelas de tais correspondências foram elaboradas, e uma pode ser estudada no panfleto da Sra.

E. A. Gardner, "Métodos de Cura, Antigos e Novos".

Primeiro, tomemos os estados mentais.

Experimentos foram recentemente realizados por um grupo de estudantes, nos quais um membro se colocou em diferentes estados mentais, por um esforço deliberado da vontade (uma habilidade adquirida pela prática da meditação). Dois clarividentes observaram os resultados e fizeram anotações separadas.

Um humor escolhido para o experimento foi o de profunda depressão, um tipo de pensamento que afetou rapidamente o corpo astral e, pouco depois, o etérico físico; à medida que o humor se aprofundava, a aura de saúde era vista a murchar, e a circulação de prana a ser impedida.

Esse pensamento foi seguido por um de equanimidade normal;

UMA VISÃO GERAL DO ASSUNTO

depois por humor — alguém contando uma história engraçada — e, por fim, por um esforço para exaltar a mente e expandir a consciência.

O efeito sobre o corpo etérico foi mais marcante; a aura de saúde se recuperou rapidamente e foi elevada a uma condição de maior atividade, enquanto a circulação de prana aumentou, particularmente no fluxo para o cérebro.

Se esse resultado pode ser obtido por um mero exercício temporário do poder do pensamento, usado experimentalmente, pareceria óbvio que estados mentais, prolongados até se tornarem um hábito, podem produzir efeitos de caráter definitivo sobre o denso corpo físico com o passar do tempo.

A experiência nos tem mostrado que inconsistências mentais, fortes preconceitos e miopia mental, erros de pensamento que colocam o pensador em desarmonia com a verdade, acentuada divergência entre ideais concebidos mentalmente e os hábitos diários de pensamento e de vida, tudo isso se encontra acompanhando diferentes formas de má saúde física e, em muitos casos, aparece como causa ativa de doença.

No reino da emoção, os mesmos princípios se aplicam; emoções reprimidas já são reconhecidas como causas de má saúde.

Esse reconhecimento se ajusta à definição de saúde que sugeri.

Repressão de qualquer tipo significa um bloqueio no fluxo da força vital, e isso significa má saúde.


Da mesma forma, emoções negativas, como medo, depressão, preocupação, ansiedade, ciúme, ódio, são fontes fecundas de problemas no nível físico; enquanto a indulgência excessiva em emoções bastante permissíveis também pode produzir má saúde.

Antigamente, o curador, o sacerdote e o mestre eram uma só e mesma pessoa, e é lamentável que os homens não possam mais ser confiados para combinar essas funções.

A tarefa do curador frequentemente se assemelha muito à do sacerdote ou confessor, pois todos esses defeitos mentais e emocionais precisam ser corrigidos, e devem ser admitidos e enfrentados antes que isso possa ser feito.

O erro no pensamento deve ser corrigido, o pensador trazido à harmonia com a verdade, os preconceitos devem ser tornados objetivos para que possam ser vistos e eliminados; emoções reprimidas devem ser liberadas e, se não puderem ser expressas, um método de sublimação ou transmutação deve ser descoberto; medo, preocupação e depressão devem ir embora, e toda a natureza interior deve ser trazida à harmonia com a verdade e com a lei da vida, que é o amor.

Deste ponto de vista, o propósito da má saúde e da dor é nos ensinar a evitar o erro;

UMA VISÃO GERAL DO ASSUNTO

a dor pode ser considerada como erro subjetivo tornado objetivo para que possa ser reconhecido e corrigido.

Se isto for verdade, então entorpecer os nervos com drogas é prestar um desserviço à alma que está evoluindo por meio deles.

Isto não significa que todo esforço não deva ser feito para aliviar a dor e poupar do sofrimento, mas sugere um método de fazê-lo que provavelmente seja permanente, em vez de continuamente drogar uma doença ou uma dor até que os sintomas sejam temporariamente suprimidos.

Como todo efeito deve ter uma causa, a saúde ou a má saúde do corpo é cármica, quer a causa tenha apenas um minuto de idade, quer pertença a uma vida anterior.

Obviamente, todas as queixas hereditárias e doenças congênitas são o resultado de ações realizadas em vidas passadas e, para uma compreensão completa do nosso assunto, precisaríamos do poder de estudar as encarnações anteriores dos sofredores.

Embora isso ainda não esteja inteiramente ao alcance do estudante médio, vislumbres e até visões detalhadas de vidas passadas podem ser obtidos por meio de meditação séria.

Muitas ideias interessantes e sugestivas emergem de tal esforço, mas, com nosso conhecimento atual muito limitado, é mais sábio não dizer demasiado sobre elas.


Muitas das dificuldades mentais e emocionais, às quais me referi anteriormente, são problemas deixados sem solução em uma vida anterior e trazidos para serem tratados mais uma vez nesta vida.

Estes são meios pelos quais a alma progride, e esse progresso pode ser ajudado ou dificultado em grau acentuado pelo tratamento dispensado ao corpo físico, na saúde e na doença, por aqueles a cujos cuidados ele é confiado.

II

OS CORPOS SUTIS NA SAÚDE E NA DOENÇA

Os corpos sutis com os quais estamos principalmente preocupados são o mental, o astral e o etérico; descrições deles podem ser obtidas nos manuais de Teosofia e no livro: "O Homem Visível e Invisível". Nas figuras apresentadas nesse livro, nenhuma tentativa é feita para retratar os centros de força, ou chakras, nos corpos mais sutis; estes, no entanto, desempenham um papel proeminente na saúde do corpo físico, especialmente aqueles centros particulares no duplo etérico que correspondem ao baço e ao plexo solar.

Esses corpos são construídos durante a descida da consciência do nível causal para o físico; o tipo de matéria empregada e sua disposição no corpo são governados em grande parte pelo carma.

Quando o impulso é dado pelo ego, que vivifica o átomo permanente de cada plano por sua vez, séries de vibrações são emitidas; estas permaneceram adormecidas no átomo permanente, nele implantadas pelas multifárias experiências de vidas passadas.


O veículo, em cada nível, é composto exclusivamente de tal matéria que responde às vibrações emitidas, de modo que o corpo é exatamente adequado ao carma do indivíduo.

Começamos o novo ciclo de nascimento com um conjunto de veículos que é o produto do nosso próprio passado; os materiais corretos são atraídos para os corpos sutis, e o corpo físico denso é ajustado a ele, tão proximamente quanto possível, às nossas necessidades cármicas e evolutivas.

Isso é alcançado pela sabedoria dos Senhores do Carma, Que selecionam para nós os pais que fornecerão exatamente tal corpo como seja necessário para o nosso posterior desenvolvimento.

As funções dos vários corpos são bem conhecidas dos estudantes teosóficos, e preciso apenas me referir aqui ao duplo etérico do corpo físico.

Este atua como veículo para o prana, conservando-o e fornecendo os meios pelos quais ele é conduzido por todo o corpo, em seu trabalho de vitalização.

Este prana é absorvido através do centro do baço, onde é especializado para se adequar à vibração pessoal, dividido em seus sete constituintes, cada um com sua própria cor distinta, e

OS CORPOS SUTIS

enviado para vitalizar as diferentes partes do corpo; também é inalado com a respiração e com o alimento.

Depois de usado, é liberado através da pele em várias correntes.

Essas descargas formam o que é chamado de aura de saúde.

No plano físico, a vitalidade é provavelmente o fator mais importante na saúde; uma deficiência no suprimento de vitalidade tende a estabelecer um círculo vicioso de causa e efeito, difícil de quebrar.

Como exemplo disso, pode-se citar aquela forma de debilidade nervosa na qual a indigestão é um fator.

A vitalidade é diminuída em todo o corpo por alguma causa ou outra; isso significa um fluxo insuficiente do raio verde para os órgãos digestivos.

Privados de sua medida completa de prana, esses órgãos são incapazes de desempenhar suas funções e não extraem dos alimentos a medida completa de nutrientes e vitalidade, com o resultado de que todo o sistema fica ainda mais debilitado e, consequentemente, não consegue absorver e assimilar a vitalidade que normalmente seria recebida através dos outros canais.

Esse círculo vicioso deve ser quebrado antes que o corpo possa ser restaurado à saúde.

Os quatro fatores que parecem ser de importância primária para a saúde do corpo físico são:—


(1) A condição de cada um dos corpos sutis.

(2) A relação destes entre si, e também entre eles e o corpo físico.

(3) A relação do ego com os veículos.

(4) A relação de cada um com seu ambiente em seu próprio plano.

Tratarei mais adiante do segundo e terceiro fatores, e começarei considerando o primeiro e o quarto.

Tomando, primeiro, a condição do corpo mental, descobrimos que uma das principais causas de má saúde física é uma condição inelástica da mente.

A mentalidade fixa e estabelecida, que se tornou firmemente consolidada em um estado rigidamente conservador, resistente a novas ideias e novas apresentações, limita o fluxo descendente da força de vida do ego para seus veículos e provavelmente resultará em alguma doença como artrite reumatoide, na qual o corpo físico tenderá a se tornar tão firmemente fixado e ossificado quanto a mente.

O preconceito é outra fonte de má saúde mental.

Áreas dentro do corpo mental tendem a estagnar, deixando de participar da circulação geral da matéria do corpo.

Essas aparecem como manchas de cor mais escura, variando em

OS CORPOS SUTIS

grau de densidade, escuridão e tamanho.

Às vezes, o processo de endurecimento é tal que produz uma protuberância como uma grande verruga.

Se o tipo de pensamento que, tornando-se fixo a ponto de uma obsessão mental, tem uma correspondência no nível emocional, uma condição similar será gradualmente estabelecida no corpo astral, como veremos quando nos voltarmos para esse veículo.

Hábitos de pensamento que estão em desarmonia com a verdade (como reconhecível pelo ego, de acordo com seu desenvolvimento) produzem má saúde no corpo mental; uma fricção contínua parece ser causada pelo pensamento errado, se persistido por vários anos.

Uma parte fundamental do processo de cura é fazer o paciente abandonar velhos hábitos ou trilhos de pensamento, e enfrentar a verdade como ele a conhece, e trazer sua vida para conformidade com seu conhecimento.

Esse princípio pode ser aplicado a todos os tipos de má saúde mental, desde hábitos mentais errados de menor importância, através de todos os estágios de fixidez e ortodoxia, até a loucura real — onde o corpo mental pode ter cessado de funcionar como um veículo para a expressão da consciência.

Em nosso estágio atual de desenvolvimento, o corpo astral é mais frequentemente encontrado como a sede de desordem do que o mental, pois a consciência do maior número de pessoas ainda está focada nas emoções.


Aqui se aplica o mesmo princípio que encontramos no corpo mental, ou seja, que a fixidez, em um hábito contrário à verdade, é uma causa potente de problemas.

O corpo astral está sujeito, também, a danos devidos à repressão e a danos devidos ao excesso.

Sob esses dois títulos podem ser classificados muitos dos distúrbios emocionais do homem.

A emoção negativa, indulgenciada continuamente, produzirá sérios resultados astrais e físicos.

Preocupação, depressão e medo são os três exemplos mais comumente encontrados, e eles se mostram como manchas de cinza acastanhado opaco no corpo astral; se a depressão, por exemplo, está relacionada à condição de qualquer parte particular do corpo físico, então a mancha aparecerá naquela região da aura.

Não raramente, todo o corpo é envolvido em uma mortalha de cinza acastanhado opaco, e o efeito disso sobre a saúde física é muito sério; o corpo físico fica então quase inteiramente privado daquelas correntes vitalizantes de força, que deveriam fluir para ele através dos corpos mental e astral.

Ao considerar anormalidades emocionais em

OS CORPOS SUTIS

relação à saúde física, seu efeito sobre os vários chakras ou centros de força deve ser lembrado.

Como todos os estudantes sabem, estes são em número de sete e estão situados como segue:—

Chacras.

Pétalas.

Planetas e Signos.

(i) Muladhara (sacral)

*? *

(2) Svadhisthana (baço) .

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(3) Manipura (umbigo) .

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(4) Anahita (cardíaco)

(5) Vishuddha (garganta)

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(6-7) Ajna (corpo pituitário

D ® ; OSl

e glândula pineal)

(7) Brahmarandhra (fon-

tanela anterior)

(+ 12)

# ou ¥ ( ? )

O número de pétalas e os signos planetários são dados para aqueles que possam estar interessados.

Onde há anormalidade no uso da força criativa, seja na forma de repressão, excesso ou má prática, o chakra Muladhara é geralmente afetado e, através dele, os nervos e a medula espinhal nas regiões sacral e lombar.

O corpo astral então exibe condições, naquela área, que diferem de acordo com qual dos três tipos de anormalidade está presente.

Em quase todos os casos há uma

o.*.


manchas de vermelho vivo de variados graus de densidade e tamanho; a aura é às vezes ampliada por uma faixa dessa cor, e, onde práticas inadequadas e anormalidades sexuais estão realmente ocorrendo, toda a metade inferior do corpo astral pode ser afetada; a circulação geral da matéria do corpo é perturbada por uma circulação secundária na metade inferior, que pode estabelecer uma "vida" própria e separada.

Pensamentos-formas muito desagradáveis estão frequentemente presentes, bem como certos elementais, ambos tendendo a intensificar a condição e a aumentar a dificuldade.

Nos casos em que a expressão física foi negada, mas a mente e as emoções estiveram ativas, as forças do corpo astral parecem voltar-se para dentro de si mesmas, como se a direção do fluxo, que deveria ser para fora, fosse alterada.

Por essas condições, a força vital vinda de cima é impedida em seu fluxo, e o duplo etérico é privado do prana superior em toda a região pélvica; os nervos, portanto, são afetados, e é do chakram Muladhara no astro-etérico, e dos nervos sacrais no físico, que o efeito parece emanar. Problemas adicionais são às vezes causados pela atividade incomum do próprio chakram Muladhara; sua força, fluindo para os centros gerativos físicos, atua como um estimulante contínuo sobre os nervos envolvidos.

Não estou especialmente preocupado neste livro com a questão da cura, mas essa dificuldade é tão prevalente, e estudantes que se esforçam para purificar e aperfeiçoar sua vida emocional tão frequentemente aplicam métodos que são calculados para estabelecer, em vez de remover, algumas das condições referidas, que talvez eu possa utilmente fazer uma sugestão para autoajuda em casos do tipo.

Em minha opinião, a repressão por si só não é apenas o método errado de autopurificação, mas também pode ser seguida por sérios resultados astrais e físicos.

O poder criativo é uma força poderosa, um reflexo no homem do poder criativo do Logos, e pode ser tratado de uma de três maneiras: pode ser expresso de formas normais ou anormais; pode ser reprimido; ou pode ser transmutado e sublimado.

Se expresso de maneiras normais e legítimas, não afetará a saúde.

Se reprimido, sem qualquer tentativa de transmutação, afetará a saúde com o tempo.

Se sublimado, fornecerá uma força poderosa e potente ao indivíduo, que aumentará seu poder de serviço a um grau quase ilimitado, e lhe proporcionará um dos meios pelos quais ele pode entrar no Caminho e encontrar seu caminho para o adeptado.


O estudante deve estar perfeitamente seguro de que está pronto para a tentativa, e está preparado para renunciar às felicidades ordinárias do homem do mundo, ou àquelas da vida oculta.

Essa decisão deve ser total e inabalável; medidas pela metade ou uma atitude indecisa resultarão em fracasso, se não em desastre.

O ideal de pureza perfeita deve ser construído em sua consciência e tornado o propósito supremo de seus esforços.

Ele deve exercer um controle rígido e contínuo sobre a mente e as emoções, até que uma tendência à pureza e ao celibato, e afastando-se da geração física, seja definitivamente estabelecida — então ele tem uma boa chance de suceder na difícil tarefa da sublimação.

Se a energia criativa agitada no homem deve ser sublimada, ela deve ser voltada para cima.

Isso me parece ser a chave para todo o problema.

A força, que pode ser considerada centrada no chakram Muladhara, deve subir diretamente pela espinha e sair pelo topo da cabeça.

Meditação definida deve ser empreendida e firmemente perseverada, com o objetivo de usar a vontade para afastar toda força dos órgãos criativos e impeli-la para cima pela coluna vertebral.

OS CORPOS SUTIS

Além disso, sempre que o impulso criativo for sentido, a vontade deve ser imediata e instantaneamente aplicada na direção sugerida; isso deve ser mantido, com determinação inabalável, até que a direção natural do fluxo seja para cima em vez de para baixo, após o que virá cada vez mais sob o controle consciente da vontade, e começará a ser usada para os propósitos do trabalho e desenvolvimento oculto.

Para retornar à consideração das causas anormais de má saúde, a prática da magia, da variedade cinzenta ou negra, em vidas passadas, frequentemente parece ser responsável pela má saúde cármica no presente.

Isso geralmente se manifesta em problemas na espinha — possivelmente porque na magia certas forças empregadas residem na espinha.

Onde a crueldade foi infligida a outros no passado, em extensão séria, o efeito parece recair sobre os ossos e articulações, e em casos em que foi aliada à magia, a coluna vertebral é frequentemente o assento da reação cármica.

Um exemplo interessante do karma da magia foi observado, no qual música de certo caráter invariavelmente produzia claustrofobia.

O sujeito sentia um distúrbio poderoso na região do plexo solar, um desejo intenso de sair para o espaço aberto, e um medo indescritível de desastre.


A investigação mostrou uma condição muito desordenada do plexo solar astral, e sugeriu o mau uso das forças incorporadas no som, particularmente música de caráter mântrico; provavelmente em uma vida anterior a música havia sido empregada na tentativa de elevar a consciência, com um motivo que não era puro; um sucesso súbito nessa prática havia libertado a consciência, onde então se tornou presa das dificuldades e perigos do plano astral, enquanto o corpo perecia como resultado.

A claustrofobia era o resultado cármico do desastre.

Para seguir a sugestão que estou prestes a fazer, é necessário que uma das diferenças entre o corpo astral e o físico seja esclarecida.

No corpo físico há pelo menos três sistemas de circulação já descobertos, ou seja, os do sangue, da linfa e da vitalidade.

No astral, toda a matéria de que ele consiste circula por todo o corpo, sendo vitalizada e especializada por cada um dos centros de força, por sua vez, à medida que passa através deles.

A epilepsia, também, parece ser uma doença que tem suas raízes na região mento-astral, e suas causas em práticas mágico-sexuais num passado remoto.

OS CORPOS SUTIS

Uma tentativa de estudá-la tem mostrado, em alguns casos, a presença de uma área doentia no corpo astral, devido à presença do que poderia ser descrito como uma grande cicatriz; esta tem às vezes cerca de quinze centímetros de diâmetro, e consiste de matéria astral "morta".

Quando, no curso da circulação, essa mancha entra na região do cérebro, ou logo acima dele, parece cortar a linha de conexão entre a consciência e o cérebro; somos lembrados de uma mancha solar ao observá-la. Esse processo pode ser súbito ou gradual, e a natureza da crise epiléptica corresponderá a isso.

Provavelmente o elemental físico, sentindo a ruptura súbita, faz violentos esforços para se agarrar, e assim causa as convulsões que geralmente acompanham os ataques.

O efeito de pensamento e emoção negativos repetidos tem-se mostrado o de produzir crescimentos no corpo físico.

Casos de crescimentos, suspeitos de serem cancerosos, quando examinados clarividentemente, mostraram a condição do corpo astral na vizinhança do crescimento como muito semelhante à descrita em referência à epilepsia, mas com a diferença de que não estava em circulação.

As peculiaridades observadas em dois "crescimentos" astrais particulares foram que eles não estavam participando da circulação geral, mas permaneciam relativamente estacionários sobre o peito físico, que era a parte afetada.

O processo pelo qual o crescimento físico foi formado, e que desejo descrever em maior detalhe, parece ter sido o seguinte: —

Uma sensação de dor foi sentida no peito, possivelmente devido a alguma inflamação glandular.

Como a paciente havia sido operada do outro seio por câncer, seus pensamentos imediatamente se voltaram nessa direção, e o medo de uma repetição disso entrou em sua mente, juntamente com ansiedade geral, nervosismo e depressão — tudo centrado no seio.

O efeito primário disso foi no nível astro-mental, onde produziu uma mancha cinzenta e opaca na aura sobre o seio; gradualmente isso se tornou mais concentrado e definido, até que o que pode ser descrito como uma ilha foi formado no corpo astral, consistindo de matéria astral vibrando a uma taxa muito mais baixa que o resto do corpo, sua lentidão sendo devida ao medo e à depressão persistentes.

Em um dos casos, essa condição foi ainda mais complicada por raiva e amargura pela aflição.

O resto da matéria do corpo astral circulava ao redor das "costas" dessa "ilha", que se tornava mais densa e mais doentia dia após dia; uma etapa foi então alcançada quando o duplo etérico do seio foi simpaticamente afetado, e ele também começou a se adensar.

Isso continuou até que cessou de agir como veículo para o prana, que fluía ao redor, em vez de através dele, e, consequentemente, os nervos e tecidos foram privados de vitalidade, e condições favoráveis a um crescimento mórbido foram estabelecidas.

Naturalmente, tudo isso aumentou a dor, de modo que um círculo vicioso foi induzido, no qual a dor causava medo, e o medo aumentava as "ilhas" astral e etérica, estas, por sua vez, aumentando a dor.

Parece provável que se a operação que foi ordenada tivesse sido realizada, a condição teria recorrido; era essencial que nisto, como no caso epiléptico, os corpos astral e etérico fossem limpos, e, de fato, tão logo isso foi feito os sintomas físicos desapareceram inteiramente.

Esforços também foram feitos para estudar a arteriosclerose, e frequentemente tem havido uma condição muito nublada, para não dizer turva, do corpo astral.

É possível que, à medida que a força de vida desce através do astral para o físico, ela se contamine por essa condição, e carregue consigo vibrações deletérias que obstruem o sistema, e que isso possa afetar as artérias de maneira correspondente, fazendo-as serem reduzidas em tamanho pelo depósito nas paredes internas.

Está dentro do reino da possibilidade que condições semelhantes às descritas possam ser causadas por influências extrínsecas à pessoa concernida; o ambiente é um fator poderoso na saúde e na doença, e, embora pareça que a possibilidade cármica deva primeiro estar presente, eu mesmo não tenho dúvida de que uma pessoa pode contribuir muito materialmente para a má saúde de outra.

Somos lembrados, nessa conexão, da velha história do homem que sofria de neurastenia com tendências suicidas; o médico o examinou, e foi perguntado pela esposa ansiosa se algo poderia ser feito.

"Sim, é claro," disse o médico; "enviarei um forte sonífero imediatamente." "Quando devo dar a ele?" perguntou a esposa.

"Não dê a ele," disse o médico; "tome você mesma."

Essa história, embora um pouco brutal, é um excelente exemplo do fato que todo médico logo reconhece no curso de sua prática, viz., que muitas vezes as pessoas que estão causando mais dano a esse respeito o fazem pelos mais elevados motivos.

Em seu intenso desejo de proteger e resguardar um ente querido, elas continuamente o cercam com uma pesada nuvem de pensamentos de medo e ansiedade.

Em alguns casos, parecem projetar uma casca de seu próprio magnetismo físico ao redor do paciente, mantendo-o como que numa prisão; uma prisão de amor pode ser, mas nem por isso menos uma prisão.

Às vezes cheguei à conclusão de que filhos e filhas já bem crescidos estão, para todos os efeitos práticos, ainda dentro do ventre de sua mãe.

III

TRANSTORNOS MENTAIS

Os diagramas que acompanham podem ajudar para a compreensão de nosso assunto do ponto de vista teosófico.

No Diagrama A, os dois triângulos representam respectivamente o ego e a personalidade, e as diferentes relações em que são desenhados referem-se aos nossos estágios de desenvolvimento.

A primeira figura pode ser tomada para mostrar a condição do selvagem, na qual a relação não é ativa, mas apenas existe simbolicamente, na medida em que o inferior é um reflexo do superior.

Apesar dessa aparente separação, no entanto, o selvagem pode ser perfeitamente saudável, se o eu inferior for um reflexo verdadeiro, e não distorcido, do superior.

A segunda figura representa o homem espiritual, com um vínculo já formado entre o eu superior e o inferior.

A terceira, o Iniciado (onde as bases estão unidas), e a quarta, o Adepto (onde os dois triângulos estão perfeitamente ajustados e entrelaçados).

Condições de perfeita saúde estariam presentes

ti

v n nas três últimas, porque o inferior não mostra distorção e está em relação correta com o superior, de acordo com o grau de desenvolvimento.


Poder-se-ia acrescentar que, se houvesse distorção, a doença resultante seria proporcional ao grau de desenvolvimento.

O selvagem, por exemplo, pode exceder com segurança sua natureza astral, representada pelo ângulo esquerdo do triângulo apontado para baixo, a um grau que seria muito prejudicial no homem espiritual e totalmente desastroso no Iniciado.

Na segunda série de figuras, os Planos Mental Superior, Mental Inferior, Astral, Etérico e Físico Sólido são representados pelos espaços horizontais entre as linhas.

Os triângulos representam o ego; a condição da consciência expressa através dos veículos é denotada pela largura das faixas verticais.

A primeira e a segunda figuras representam um estado de perfeita saúde; o ego é expresso igualmente em todos os veículos, consequentemente o "fluxo" é perfeito.

Fig.

I mostra perfeita saúde em um estágio avançado de desenvolvimento, quando o ego é muito plenamente expresso na personalidade.

Em todos os outros casos, o "fluxo" é imperfeito no nível físico, devido à superexpressão ou subexpressão em um ou outro dos

TRANSTORNOS MENTAIS

3i

planos.

A largura da faixa, ao sair da base do triângulo que representa o ego, denota a quantidade normal de expressão de acordo com o grau de desenvolvimento; sua estreiteza mais abaixo representa o efeito da distorção.

As Figs.

e 6 representam expressão mental excessiva e deficiente.

As Figs.

e 7 representam expressão astral excessiva e deficiente.

Figuras também poderiam ser desenhadas para representar desenvolvimento mento-astral excessivo e deficiente.

A Fig.

representa apenas uma dificuldade etérica, como vitalidade muito baixa, e é incluída como uma condição possível, embora seja uma que ainda não encontrei; quase sempre há, em minha experiência, uma causa contributiva nos corpos superiores.

Essas figuras representam todas as formas possíveis de doença e podem ser aplicadas a todas as condições.

Passaremos agora a examinar certos transtornos mentais com sua ajuda.

Uma forma muito comum de problema mental é a conhecida como alucinações, que podem assumir a forma de delírios auditivos, visuais ou mentais.

No caso de alucinações auditivas, o sujeito ouve vozes, às vezes apenas uma, às vezes muitas.

Isso pode ser devido à presença de entidades obsessoras — uma condição que será considerada mais tarde — mas frequentemente houve casos em que o exame clarividente não pôde detectar quaisquer agências externas.


A observação dos corpos sutis em tais casos mostra uma ruptura no fluxo da consciência, seja no nível astral ou entre o astral e o mental.

Em ambas as condições, os impulsos da consciência alcançam o cérebro por uma rota indireta; às vezes é através de um corpo astral extrudado; às vezes pode haver uma linha de conexão imperfeitamente funcional entre a consciência e o cérebro, apenas suficiente para "manter" o corpo, mas não o suficiente para dar-lhe inteligência normal.

Os impulsos do ego podem omitir o astral, se sua condição for tal que o torne incapaz de transmiti-los, ou pode haver lampejos intermitentes, que alcançam o cérebro via astral.

Em qualquer caso, esse veículo está tão desalinhado e fora do controle do ego que os impulsos aparecem, ao cérebro afetado, como vindos de fora, e podem até ser ouvidos como som.

A causa de tal condição seria encontrada em uma vida passada, ou várias vidas passadas, do caráter expresso pela Fig.

4. Por exemplo, excessiva

TRANSTORNOS MENTAIS

sexualidade, embriaguez, gula ou outra indulgência emocional produziriam desenvolvimento indevido de certas partes e características do corpo astral, com um subdesenvolvimento correspondente do mental; o etérico e o físico denso também seriam afetados, pois a expressão do excesso seria através de um ou outro dos sentidos físicos.

O resultado total seria um conjunto de corpos em má relação entre si; um corpo mental subdesenvolvido; um desenvolvimento desigual e distorcido do astral, com um forte elemental astral muito "no comando"; um etérico pobre, deficiente em vitalidade; e, finalmente, um cérebro fraco.

A menos que tal condição seja curada,

: .* o amolecimento do cérebro é provável de ocorrer, ou ■ a falta das correntes vitalizantes de prana do * • ego.

Um caso interessante foi o de um homem de sessenta anos,

' ’ que acreditava estar inteiramente sozinho na ' ’ vastidão do espaço, e que estava convencido de i i que todo o mundo, revelado a ele por seus sentidos,

’ ’ era uma gigantesca fraude, da qual ele era a vítima.

] ] Até mesmo seu próprio corpo parecia às vezes não 1 1 pertencer a ele, não ser real, e ele suportava um ] ] profundo sofrimento psíquico em consequência.

In 1 1 seu caso, o ego era claramente incapaz de alcançar qualquer

o.v.


inferior ao corpo mental, no qual o homem havia concentrado a maior parte de suas energias; seu corpo astral estava fora de controle e, em sua repugnância por ele, ele deliberadamente vivia em sua mente.

O excesso de trabalho e a preocupação haviam provocado neurastenia aguda, sobrevindo então os sintomas que descrevi, e que ele chamava de "despersonalização".

Este caso se enquadraria na Fig.

3, mas a classificação precisaria ser modificada, porque o corpo astral era muito forte e não havia sido dominado, em seus aspectos inferiores, em vidas passadas; o método sempre fora ignorá-lo e viver na mente — era primitivo em comparação ao mental.

Impulsos do ego vinham através do mental e provavelmente tomavam o atalho através do átomo astral e físico, enquanto o corpo físico estivesse em boa saúde e o sistema cérebro-espinhal bem suprido de prana; mas quando más condições surgiam, o cérebro era deliberadamente privado do aspecto de sentimento da consciência.

Apenas conceitos puramente mentais, em toda a sua fria clareza, podiam alcançar o paciente, e produziam uma sensação de isolamento absoluto no vasto espaço cósmico.

Os impulsos eóicos podiam ser vistos atingindo o corpo astral, mas não conseguiam penetrá-lo;

DISTÚRBIOS MENTAIS

eram divididos e "pulverizados" em torno das bordas externas, porções deles atravessando e produzindo as alucinações auditivas, que também estavam presentes neste caso.

Casos de embotamento e estupidez anormais devem ser classificados sob distúrbios mentais, embora a causa não precise necessariamente estar no corpo mental.

Um caso (onde o mal era de origem pré-natal, devido a um choque severo sofrido pela mãe no oitavo mês de gravidez) mostrava os sintomas mórbidos como sendo quase inteiramente etéricos.

O duplo etérico do cérebro foi desajustado em relação à sua contraparte densa e, como o duplo etérico é o último elo na cadeia de veículos pelos quais a consciência usa o cérebro, o ego tinha grande dificuldade em fazer passar qualquer inteligência.

Se isso tivesse sido descoberto e tratado durante os primeiros sete anos, ou mesmo os primeiros catorze anos, uma cura poderia ter sido efetuada; infelizmente, nada de radical foi feito até o paciente completar vinte e cinco anos.

A essa altura, os elementais astrais e físicos já se haviam acostumado a considerável liberdade de ação por conta própria, e a conduta resultante era de fato muito estranha.

O cérebro neste caso não estava propriamente desenvolvido devido, novamente, à ausência de prana eóico.


Outro caso de desenvolvimento muito atrasado foi atribuído a causas astro-etéricas.

Houve terríveis excessos, tanto de embriaguez quanto de sensualidade, em mais de uma vida passada, e nesta vida presente a mãe estava mais ou menos intoxicada durante todo o período de gravidez; ela estava completamente intoxicada quando o nascimento ocorreu, e continuou nesse estado durante as duas semanas seguintes, ao final das quais faleceu.

A criança, naturalmente, começou com uma desvantagem muito séria, um corpo completamente envenenado e um cérebro etérico deslocado.

Isso teve um bom efeito, na medida em que a natureza astral não podia ser expressa em grau maior do que a mental; o corpo astral era extremamente grosseiro e turvo, e uma das dificuldades que se esperava que ocorressem à medida que as condições etéricas fossem gradualmente melhoradas, e mais do homem interior atravessasse, era uma expressão violenta desse corpo astral.

As crises epilépticas, que estavam entre os sintomas, verificou-se serem devidas à condição do corpo astral anteriormente descrita.

Delírios e perturbações emocionais irracionais apresentam características interessantes; os delírios geralmente se devem a uma ruptura na linha de consciência no nível astro-etérico, de modo que todos os impulsos são recebidos em condição distorcida e, consequentemente, são mal interpretados.

Um caso de medo irracional mostrou uma atividade anormal do plexo solar astral, e a investigação trouxe à luz o fato de que, no início da vida, o sujeito havia praticado certas formas de ioga, descobertas em um livro oriental, que aconselhavam a meditação sobre o plexo solar como meio de produzir clarividência; isso fora levado adiante até que uma medida de contato com certos níveis do plano astral tivesse sido obtida.

O centro através do qual as emoções subconscientes alcançam a consciência física é o plexo solar, e estas são, não raramente, realmente "sentidas" nessa região.

O medo, por exemplo, é às vezes acompanhado por uma sensação de afundamento no plexo solar físico.

No caso referido, a meditação — ou melhor, concentração — havia indubitavelmente estimulado o centro astral, mas de maneira inteiramente imprópria; o resultado foi que suas atividades gradualmente passaram para fora do controle da vontade, e experiências astrais anormais ocorreram.

Estas geralmente vinham justamente quando a consciência estava deixando o corpo, quando havia uma irrupção de vibrações astrais, tornada possível pela ausência da consciência controladora e pela condição ativa do plexo solar.

Esses contatos astrais inferiores são frequentemente de natureza aterrorizante, enquanto, isto é, se está sujeito a eles e ainda não se tornou seu senhor.

Vários habitantes dessas regiões desagradáveis buscavam entrada através do véu afinado, no caso descrito, e a consciência retornava precipitadamente ao corpo em estado de terror.

Condições como estas podem ocorrer como resultado de más práticas semelhantes em vidas anteriores e, sem dúvida, muitos internos de nossos asilos estão em situação não muito diferente da descrita.

Às vezes, delírios e alucinações são realmente devidos à presença de entidades obsessoras.

Este é um assunto sobre o qual pouco pode ser dito no presente.

As obsessões são tão variadas em caráter, e devidas a tantas causas diferentes, que um longo estudo seria necessário antes que se pudesse dar uma explicação adequada delas.

As entidades obsessoras dividem-se em duas classes: elementais e humanas.

Cada classe é passível de subdivisão ulterior.

Os elementais podem ser habitantes naturais dos níveis astrais ou etéricos inferiores, membros do reino elemental da Natureza; ou podem ser formas-pensamento artificiais, criadas por práticas mágicas, utilizadas pela pessoa obcecada em uma vida passada ou na presente

TRANSTORNOS MENTAIS

vida—ou por membros da Irmandade das Trevas.

Entidades humanas obcecantes podem ser espíritos ligados à Terra, suicidas ou vítimas de morte súbita, ou ainda, membros das forças das trevas, encarnados ou desencarnados, buscando um sujeito sobre o qual praticar suas atividades nefastas.

Em todos os casos, o sofredor deve ter algo em sua natureza que corresponda ao do obcecador; deve haver uma porção da aura, geralmente no corpo astral, que vibra em um ritmo muito mais grosseiro do que o restante, e que forma um foco através do qual a entidade obcecante pode atuar.

Muitas pessoas, ao retomarem a vida oculta em uma nova encarnação, veem-se diante de elementais que representam os aspectos mais turvos de seu próprio passado; muitos magos brancos experimentaram a magia negra em alguma vida ou outra, e antes que certos passos adiante possam ser dados, o carma deve ser ajustado e esses esqueletos no armário oculto devem ser retirados, "limpos" e decentemente sepultados.

Geralmente não há muita dificuldade em retirá-los.

Eles se precipitam com considerável violência e, sabendo que sua hora se aproxima, lançam-se feroz e venenosamente sobre seu infeliz criador.

Novamente, é provavelmente muito frequente que, a partir de tais visitações, muitos internos de asilos sofram, e muitos casos aparentemente sem esperança poderiam ser curados se os meios adequados de exorcismo pudessem ser aplicados.


A entidade deve ser desligada da aura e, se não ouvir a razão, ou ser desintegrada, se possível, ou, se não, aprisionada.

A aura do paciente deve ser selada enquanto a cura prossegue; a matéria ofensora na aura deve ser "lavada", e, finalmente, o ego deve ser persuadido a reassumir o controle de seus veículos e fazer um esforço determinado para manter o domínio.

O choque da obsessão é muito severo, e se o ego atravessa-o em segurança e retoma o controle, lições muito valiosas são aprendidas, particularmente a mais óbvia e mais necessária, a saber, "não fazer isso novamente."

IV

O EGO E SEUS VEÍCULOS

Para que o ego possa aproveitar ao máximo qualquer ciclo de encarnação, é importante que ele alcance a posse mais completa possível de seus três veículos.

O controle máximo só pode ser alcançado se os corpos individuais estiverem em boa saúde e se estiverem coordenados e alinhados.

Para a saúde perfeita, o pulso rítmico e maréal do oceano sem limites da Vida Una deve bater regularmente através de todo o ser; cada veículo deve estar afinado com esse ritmo, na medida em que a condição evolutiva permitir; através de cada um, a força energizante do eu superior deve fluir livre e continuamente até o corpo físico, ali para ser expressa em modos de vida e conduta que correspondam, tanto quanto possível, aos ditames da consciência.

A consciência do homem pode ser considerada como a representante do ego na consciência física.

* A má saúde significa que o ritmo está quebrado, que a desarmonia com a Vida Una foi estabelecida, e o atrito resultante causa dor; a dor nos informa da desarmonia e nos ordena corrigi-la.


O ideal para os três veículos inferiores é que atuem como uma unidade; os três devem ser um, coordenados e alinhados, de modo que se tornem um instrumento perfeito nas mãos do ego e não ofereçam obstrução ao fluxo de sua vida radiante.

Para nos ajudar a obter uma compreensão mais profunda do problema da saúde e da doença, faremos agora uma tentativa de realizar, em algum grau, o ponto de vista do ego.

O eu superior de um ser humano desenvolvido, habitando o corpo causal, o princípio que foi formado quando ele se individualizou há milhões de anos, é um ser de esplendor radiante.

O corpo causal de um estudante sincero das verdades espirituais mais profundas preencheria mais do que uma sala comum; é muito maior, em proporção ao físico, do que os corpos astral e mental, e além dele se estende uma radiância, flamejante com poder, que aumenta consideravelmente tanto a esfera de sua influência quanto a beleza de sua aparência.

O EGO E SEUS VEÍCULOS

A consciência dentro dele é poderosa e sábia, em seu próprio nível, a um grau além da capacidade do cérebro físico de conceber.

Bishop Leadbeater compara o ego do homem comum a um escudeiro espiritualizado do melhor tipo; o do homem culto ao mais alto tipo de embaixador dignificado—um representante sereno, sábio e poderoso da mônada que está além.

A condição do ego de um Arhat é trazida um pouco mais para perto de nossa compreensão por aquela maravilhosa imagem em "Man, Visible and Invisible," do corpo causal de um Iniciado do quarto grau.

Podemos obter alguma compreensão da vida do ego em seu próprio plano?

Primeiro, devemos lembrar que ele habita no nível mental superior, onde a consciência não requer mais uma forma limitante; nossas divisões físicas da manifestação em passado, presente e futuro, longe, perto e distante, com todas as limitações que impõem à nossa compreensão de ideias e situações, são quase inteiramente transcendidas.

Além disso, pode-se dizer que o ego conhece sem a necessidade de pensamento analítico.

Situações são compreendidas num relance; sistemas intrincados de filosofia são expressos e compreendidos em um lampejo de consciência no nível causal; grandes sinfonias existem em sua totalidade e podem ser apreendidas pelo poder sintético da consciência causal, como um todo completo e perfeito.


Quão diferente isso é dos métodos tediosos do plano físico, onde uma composição deve ser expressa nota por nota antes que os ouvidos obtusos da pessoa comum possam transmiti-la à mente, e a mente a traduza em termos de compreensão!

O ego é livre e poderoso além de tudo o que podemos conceber; as limitações de tempo e espaço são praticamente desconhecidas para ele, e ele é quase onipotente dentro de sua própria esfera de influência.

Seus companheiros — compartilhando com ele a luz e o esplendor do nível causal, onde as grandes ideias arquetípicas existem como sínteses — são seus egos irmãos, seus pares.

Ele terá, se essa for a linha de seu progresso evolutivo, o privilégio de contato constante com os Grandes Seres e Seus discípulos iniciados; e os devas arupa, os senhores dos mundos sem forma, são características normais de seu ambiente.

A personalidade começa gradualmente a compartilhar dessa vida.

À medida que os veículos inferiores são purificados e os poderes de percepção se estendem, transcendemos

O EGO E SEUS VEÍCULOS

as limitações desses mundos inferiores, e seus grilhões caem um a um.

Já, em nossos momentos de exaltação e inspiração, sentimos o toque do eu imortal sobre nós, produzindo uma consciência de poder, de sabedoria e de forte vibração rítmica percorrendo todos os nossos corpos; um dia, entraremos na posse plena desse mundo, e nossa consciência estará ali assentada, mantendo apenas o contato com o cérebro necessário para “gerir” o corpo físico e manter o elemental físico eficientemente em ação, pois, nessa altura, ele terá sido treinado para agir com um mínimo de supervisão.

Então não estaremos limitados a um único trabalho por vez; poderemos operar nos três mundos inferiores simultaneamente, mesmo que o trabalho seja de tipos diferentes e em lugares diferentes, enquanto, ao mesmo tempo, um número quase ilimitado de atividades será mantido por nós no nível causal.

Ouvi dizer de um conhecido líder teosófico que ele é capaz de proferir um de seus discursos lúcidos sobre um assunto abstruso a um público do plano físico; ao mesmo tempo, dará outro a um público totalmente diferente, sobre um assunto totalmente diferente, no plano astral;

UMA VISÃO OCULTISTA DA SAÚDE

no nível causal, ele trabalha em todos os grandes esquemas nos quais está envolvido para os Mestres, e observa aquelas pessoas específicas que procura ajudar — provavelmente algumas centenas; enquanto a bateria completa de sua consciência está em ação, num nível muito mais elevado, onde uma meditação contínua de vinte e quatro horas para a ajuda do mundo é mantida.

Estou ciente de que, para a consciência normal da maioria de nós, tal condição parece impossivelmente avançada; para a consciência cerebral, isso é provavelmente verdade, mas para a consciência egoica não é apenas possível, mas, por praticamente todos os estudantes muito sinceros, já está sendo alcançado em certa medida; está ao alcance de todos nós. Este mundo de serviço ilimitado é nosso para entrar, e a Teosofia é a chave que destrancará a porta.

É para este mundo que os Mestres nos convidam, dizendo sempre: “Sai do teu mundo para o Nosso.”

O importante é começar.

Podemos partir da suposição de que esses métodos são possíveis para nós e praticar ajudar o mundo e nossos semelhantes a partir do nível egoico, bem como dos níveis mental, astral e físico.

Mesmo que nossas limitações físicas sejam grandes demais para

O EGO E SEUS VEÍCULOS

permitir que realizemos muito no momento, esforcemo-nos por alcançar um acordo de trabalho com nosso ego, para que ele nos inclua cada vez mais em suas atividades e assuma, em seu nível, o trabalho que desejamos fazer e que, feito por ele, em conjunção com seu eu pessoal, será muito mais eficaz do que qualquer coisa possível apenas para esse eu pessoal.

Tomemos um exemplo concreto, para que possamos ter uma ideia clara de como devemos iniciar esse método de trabalho oculto.

Suponhamos que haja um indivíduo que decidimos ajudar — e deve haver um número cada vez maior deles —, devemos primeiro fixar nossa mente nele com toda a nossa força mental e concentração, registrando uma decisão firme de que ele será curado, ajudado e inspirado da maneira que for melhor para ele; não é bom fixar rigidamente demais quais serão os resultados concretos de nossos esforços — podemos deixar isso com segurança à Boa Lei e à visão mais ampla de seu eu superior e do nosso.

O próximo passo é elevar a consciência o mais próximo possível do nível egoico e decidir “lá em cima” que o ego assumirá o caso. Após esse ato, que, com prática, pode ser realizado num instante — mesmo durante uma conversa —, tudo o que

UMA VISÃO OCULTISTA DA SAÚDE

é necessário é referir-se ocasionalmente à pessoa aqui embaixo, desejar ardentemente seu progresso e aspirar poderosamente a trabalhar pelo seu bem-estar.

Feito isso, podemos deixar com o ego; não há necessidade de ansiedade nem de dúvidas; o resultado é certo.

Se essa prática for continuada, uma medida crescente de cooperação entre o ego e a personalidade será estabelecida, e um sentido crescente da realidade do trabalho oculto será alcançado.

O ego de cada um de nós é um ser poderoso, e não precisamos, não devemos, cometer o erro de atribuir a ele as limitações das quais estamos dolorosamente conscientes na carne; elas não existem no nível egoico.

A humildade só é adequada no nível pessoal.

Tal é a vida, e tal pode ser o trabalho, do ego — uma vida de alegria e esplendor e de serviço contínuo prestado a partir de um ponto de apoio fundamental — o da causação em vez do efeito.

Devemos supor que é desses níveis, bem como de planos ainda mais elevados, que os Mestres realizam Seus trabalhos incessantes para a elevação do mundo.

Lembramo-nos da afirmação de que o

O EGO E SEUS VEÍCULOS

O Senhor Buda costumava praticar a observação de todo o mundo, todas as manhãs, a fim de ver aquelas pessoas que mais necessitavam de Sua ajuda; tal visão só seria possível quando a consciência dos níveis acima do plano mental (geralmente chamados de "cósmicos" ou "búdicos") fosse empregada.

Se escolhermos exercitar esse privilégio de nos unirmos às poderosas atividades dos Mestres, ele é nosso, e provavelmente uma das melhores maneiras de entrar em Seu mundo é imitá-Los, tanto quanto possível, e nos perdermos no serviço à humanidade.

Gradualmente, cada um de nós começará a viver e a trabalhar como um ego e não como uma personalidade.

Isso aumentará enormemente nossa eficiência e dará a todas as nossas atividades a marca da grandeza e da permanência, enquanto nossa saúde física certamente será mantida na mais alta perfeição possível, à medida que a vida egóica flui cada vez mais livremente através de nós. Então, tendo nos curado, podemos começar a curar os outros e, assim, ocupar um lugar, por mais humilde que seja, nas fileiras daqueles que são os curadores, mestres e salvadores dos homens.

ÍNDICE

Anormalidades, 16, 17,
Adepto, 28.
Ansiedade,
Arhat.
Arteriosclerose,
Astral, 3, 6, 16, 22, 23, 24, 23, 30,
33, 34, 37, 4*, 46
Causas astro-etéricas, 36
Asilos, 40
Átomo, 11
Aura, 16, 18,

Corpos,
astral, 3, 6, 22, 23, 23, 42
causal, 42, 43
etérico, 23
mental, 13, 42
físico, 22, 23, 42
sutis,

Irmandade, sombria, 39
Buda,

Crescimentos cancerosos, 23
"Casos,"
caso de astral, descontrolado,
caso de desenvolvimento atrasado,
caso de ouvido, 37
caso de choque pré-natal, 35
caso de estupidez, 35
Corpo causal.
Ver "Corpos."
nível.
11, 44, 45, 46
Chacras, 11, 17
lista de chacras, 17
Circulação.
Clarividência, 37
Claustrofobia, 21
Tratamento por luz colorida, 3
Doenças congênitas, 9
Consciência, 11, 30, 32
Forças criativas, 19
Crueldade,

Debilidade,
Delírios, 31, 36, 37, 38
"Despersonalização," 34
Depressão, 6, 8, 16, 24
Devas, 44
Desenvolvimento, 28
Diagnóstico, 3
Diagramas, 27
Doença, 3, 4, 7, 8, 9
Distorção, 30, 31, 37
Drogas, 3
Embriaguez,

Ego, 30, 32, 33, 41, 43, 44, 46,
47.
ego e seus veículos, 41 e seg.
Elementais, 18, 23, 33, 38
Emoções, 3, 7, 8, 9, 23, 33, 36
Entidades, 32, 40
Ambiente, 23
Epilepsia,
22, 23, 36
Etérico, 6, 7, 31,
corpo etérico.
Ver "Corpos."
duplo etérico, 12, 18, 24, 35,
Excesso, 16, 33
Exorcismo, 40
Expansão, 3
Expressão, 3,

Medo, 8, 16, 24, 27, 37
Fixidez, 13,
Centros de força.
Ver "Chacras."
Gardner, Sra.
E. A.,
"Métodos de Cura, Antigos e Novos," referido, 6
Glutonaria, 33
Crescimentos,
23,

Alucinações, 31, 33, 38
Felicidade, 3
Ódio, 8
Cura, 8,

ÍNDICE

"Métodos de Cura,
Antigos e Novos," pela Sra. E. A. Gardner,
referido, 6
Saúde,
2, 5, 6, 7, 12, 13, 28, 30,
31, 41
doença, 3, 3, 6, 7, 8, 9, 14,
21,
Queixas hereditárias, 9
Eu superior,

Impulsos, 32, 37
Indigestão, 13
Influências, 26
Inibição, 5
Iniciado, 28,

Ciúme,

Carma, 9, 11, 12, 21, 22,
Leadbeater,
"O Homem Visível e Invisível," referido, 11, 43
Força de vida, 4, 8, 18, 25
Limitação, 5
Amor, 5, 8, 27
Loucura,

Magia, 21, 38, 39
Magnetismo,
"O Homem Visível e Invisível," por Leadbeater, referido, 11, 43
Medicina, 3
Meditação,
6, 9, 20
Mental, 3, 6, 7, 8, 14, 30, 31, 42,
distúrbios mentais, 28 e seg.
Microcosmo, humano,

Cura Natural, 3
Nervos,
9, 17, 18
Neurastenia, 34
Novos métodos,

Obsessão, 15, 32, 38 e seg.
Mente aberta,

Dor, 8,
Vidas passadas, 9, 10, 36, 38
O Caminho, o, 20
Físico
corpo,
5, 6, 7, 12, 24
etérico,

Físico—cont.
nível, 46
plano, 30, 44, 45
Planos, 30
Prana,
6, 7, 12, 33
Preconceito, 6, 7, 8, 14
Sacerdote, 8
Progresso, 10
Sofrimento psíquico, 33
Psicanálise, 3
Psicológico,

Raio,
Repressão, 7, 8, 16, 19
Artrite reumatoide,

Selvagem, 28
Pensamento científico, 3
Egoísmo, 6
altruísmo, 3
Soross, 3
Serviço,

Sexo,
19, 20, 21, 32, 33
Amolecimento do cérebro, 33
Plexo solar, 11, 21, 22, 37
Medula espinhal, 17, 21
Espíritos, 39
Baço, 11, 12
Estupidez, anormal, 33
"Subconsciente," 3, 37
Sublimação, 8, 19
Corpos sutis, 11
Suicídios, 39
Tratamento solar, 3
Cirurgia,
Sintomas, 3,

Mestres, 8
Teosofia, 2
Terapia,
Formas-pensamento, 18, 38
Transmutação, 8, 19
Triângulos,

Veículos, 42, 24
Vitalização do corpo, 12
Vitalidade, 4, 13
falta de,

Preocupação, 8, 16
Yoga,

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LONDRES E TONBRIDGE.